terça-feira, 14 de outubro de 2008

Prémios Anti Nobel 2008....


«As pulgas dos cães saltam mais longe do que as dos gatos», «uma ameba é capaz de decifrar um labirinto» e «as plantas têm dignidade». Estes são alguns dos prémios Ig Nobel (ou anti-Nobel) entregues este ano, que foram anunciados na quinta-feira, em Harvard, Boston.

O «IG Nobel» da Biologia foi para os franceses Marie-Christine Cadiergues, Christel Joubert e Michel Franc, da Escola de Veterinária de Toulouse (França), pelo «estudo comparativo entre o desempenho do salto das pulgas de cães e gatos», que mostra que os insectos nos cães saltam mais.

Os brasileiros Astolfo Mello e José Carlos Marcelino, da Universidade de São Paulo, foram os grandes vencedores da categoria Arqueologia, pelo amplo trabalho sobre o impacto dos tatus nas escavações arqueológicas.

O Comité Ético Federal suíço para a biotecnologia não-humana recebeu o «IG Nobel» da Paz, por «adoptar o princípio legal de que as plantas têm dignidade».

O IG Nobel de Medicina foi entregue a Dan Ariely, da Universidade Duke (EUA), que confirmou as suspeitas de alguns psicanalistas de que «um falso remédio caro é mais eficaz do que um barato».

Cinco pesquisadores japoneses e um húngaro mediram a capacidade de uma ameba para «resolver um labirinto», o que lhes valeu um «anti.nobel» em Ciências do Conhecimento.

Geoffrey Miller, Josha Tybur e Brent Jordan, da Universidade do Novo México, estudaram, por exemplo, o impacto do ciclo de ovulação de uma stripper sobre as gorjetas que ela recebe. Ganharam o prémio de Economia.

O de Química foi, curiosamente, para duas teorias contraditórias sobre um mesmo tema. Sharee Umpierre, da Universidade de Porto Rico, e Joseph Hill, de Harvard, foram recompensados por demonstrar que «a Coca Cola é um espermicida eficaz».
Já Chuang-Ye Hong, da Escola de Medicina de Taipé e outros pesquisadores de Taiwan receberam o prémio por mostrar exactamente o contrário.

O anti-nobel de Nutrição foi para Massimiliano Zampini, da Universidade de Trento (Itália), e Charles Spence, de Oxford (Grã-Bretanha), «por terem modificado electronicamente o ruído de uma batata frita para enganar quem a consome, fazendo pensar que é mais crocante e fresca do que parece»
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O que diria o nosso Albert Einstein...

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